
Piso para frigorífico e câmara fria
Baixas temperaturas, lavagem quente e piso molhado exigem um sistema pensado para choque térmico.
O piso ideal para frigorífico e câmara fria é o uretano cimentício, porque resiste a choque térmico (variação brusca entre o frio da câmara e a água quente de lavagem), tem alta resistência química e superfície antiderrapante e higiênica. O epóxi comum tende a trincar e descolar sob choque térmico e umidade constante, por isso não é a melhor opção para essas áreas. A espessura costuma variar de 6 a 9 mm conforme o tráfego e a agressividade da lavagem, e o acabamento antiderrapante é definido de acordo com o risco de escorregamento. A especificação exata depende de visita técnica.
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O desafio do frio e do choque térmico
Frigoríficos, câmaras frias e áreas de processamento de alimentos combinam três agressões: temperatura muito baixa, lavagem com água quente e produtos químicos, e piso permanentemente molhado. A troca rápida entre frio e calor gera dilatação e contração que castigam o revestimento.
Esse fenômeno, o choque térmico, é o principal motivo de piso trincando e descolando em câmaras. Um sistema que funciona muito bem em um galpão seco pode falhar cedo em uma câmara de congelados.
Por que o uretano cimentício é a melhor escolha
O uretano cimentício (também chamado de PU concrete) foi desenvolvido justamente para esse ambiente. Ele tem coeficiente de dilatação próximo ao do concreto, então acompanha as variações de temperatura sem trincar, e suporta lavagem com água quente e limpeza química agressiva.
Além da resistência térmica, ele oferece superfície densa, sem porosidade e fácil de higienizar, com opção antiderrapante para segurança em piso molhado. É o sistema mais usado em indústria de carnes, laticínios, pescados e congelados.
- Resiste a choque térmico e a água quente de lavagem
- Alta resistência química a gorduras, sais e sanitizantes
- Superfície higiênica, sem porosidade, fácil de limpar
- Acabamento antiderrapante para piso permanentemente molhado
Por que o epóxi comum costuma falhar no frio
O epóxi convencional é rígido e tem dilatação diferente da do concreto. Sob choque térmico e umidade constante, ele tende a trincar, empolar e descolar, principalmente perto de ralos e portas de câmara, onde a variação de temperatura é maior.
Isso não significa que o epóxi seja ruim: ele é excelente em áreas secas e de temperatura estável. O ponto é usar o sistema certo para cada ambiente, e câmara fria pede uretano cimentício.
Espessura, antiderrapante e higiene
A espessura do uretano cimentício costuma variar de 6 a 9 mm conforme o tráfego, o peso das cargas e a intensidade da lavagem. Áreas com empilhadeira e limpeza pesada pedem camadas mais robustas.
O acabamento antiderrapante é definido pelo risco de escorregamento: quanto mais água e gordura, mais textura. Rodapés arredondados (meia-cana) e caimento correto para os ralos completam a higiene, evitando acúmulo de sujeira nos cantos.
- Espessura típica de 6 a 9 mm conforme uso
- Textura antiderrapante calibrada ao risco da área
- Rodapé em meia-cana para higiene nos cantos
- Caimento adequado para escoamento até os ralos
Perguntas frequentes
Não é o ideal. Sob choque térmico e umidade constante, o epóxi comum tende a trincar e descolar. Para câmara fria, o indicado é uretano cimentício.
Sim. Ele foi feito para resistir a choque térmico, incluindo lavagem quente após operação a frio, sem trincar ou descolar.
O prazo depende da área e do sistema, mas alguns uretanos cimentícios têm cura rápida. O cronograma é planejado para reduzir o tempo de parada.
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